
Esse quadrinho foi uma agradável surpresa e supera expectativas de uma forma geral, hoje vamos conhecer Open Bar.
Essa é uma história comum
Open Bar é escrito e desenhado por Eduardo Medeiros (Sopa de Salsicha; A História Mais Triste do Mundo) e conta a história da vida de dois grandes amigos: Barba e Leo.
Tudo começa quando Barba descobre a morte de seu pai e tenta reaver sua herança: o antigo bar Caverna Pub. Para isso, ele precisa reabrir o estabelecimento e administrá-lo por três anos.
Mas é claro que ele não fará isso sozinho.
Tendo Leo como seu sócio, precisam conseguir receitas de bebidas, pagar as contas e conquistar clientes sem ter um tostão no bolso.
Enquanto fazem isso, nós, leitores, conhecemos suas vidas, familiares, traumas, mancadas, passados e tudo mais.

Eduardo apresenta, de maneira esplêndida e orgânica, a vida desses dois caras. Quem são essas pessoas que parecem se conhecer há anos e por que é tão fácil se identificar com ambos.
A narrativa, em geral, é muito fluida. A história volta ao passado e, em seguida, retorna ao presente com muita naturalidade. Tudo isso para que o leitor conheça um pouco mais sobre Barba e Leo.
Sobre 5 pessoas normais
Como foi dito anteriormente, a trama gira em torno da vida de Barba e Leo.
Os dois demonstram uma química muito difícil de alcançar em uma amizade. Isso se justifica quando o leitor passa a conhecer o passado de ambos e tudo o que viveram desde a infância até a vida adulta.
Barba é exatamente aquilo que aparenta ser: um cara grande que, apesar de ser um pouco esquentado e chato, tem um coração enorme.
Apesar de ter errado muito, é, de longe, o personagem mais racional e maduro do quadrinho.

Já Leo é aquele amigo “pau para toda obra”, aquele que nunca deixa de estar ao seu lado e que, às vezes, acaba sendo feito de trouxa por pessoas ruins.

Ainda temos contato com outros personagens. O mais relevante entre eles é Amanda, ex-namorada de Leo.
Ela passa a ser mais explorada da metade para o final da história, mas não recebe um desenvolvimento tão bem construído quanto o dos dois protagonistas.

Também vale destacar que o autor utiliza noticiários para mostrar a passagem do tempo, um recurso que já foi visto em outras obras, mas que aqui se mostra essencial.
Sobre a morte de uma delas…
A arte do quadrinho é simplesmente sensacional, cartunesca e divertida.
Na edição definitiva de Open Bar temos páginas compostas basicamente por preto, branco, um rosa bem claro e tons de salmão.
Essas quatro cores são utilizadas nos contornos, efeitos de luz e sombras. É lindo. Simples assim.

Existem algumas partes do quadrinho em que os cenários assumem tons azulados, destacando em rosa apenas os personagens ou algum objeto relevante.
Essa mudança de cores ajuda a destacar os momentos de flashback da história, utilizando muito bem as cores quentes para representar o tempo vivido com os protagonistas e cores frias para acontecimentos mais distantes.
…e como isso mudou tudo.
No fim das contas, você vai amar ler Open Bar.
Amar conhecer esses personagens, amar se identificar com Leo e Barba e amar o quanto que essa história é realista.
É um quadrinho sobre a vida como ela é, sem mais nem menos.
Seu desfecho é como tomar um soco no estômago e ficar feliz por isso.
É impressionante como o autor consegue fazer o leitor ficar triste e feliz ao mesmo tempo.
Uma ressalva.
Isso porque o desfecho simplesmente acontece.
Porém, um epílogo seria perfeito. Algo não muito elaborado, mas que explicasse o que aconteceu na vida de todos de forma geral. Coisa de alguns quadros apenas.
Dá para ver oque o autor quis transmitir e, enxergando por esse lado, pode-se dizer que foi um final perfeito. Mas sempre queremos mais.
Esse é o grande trunfo de Open Bar: não tem como não se importar com seus personagens.

Open Bar custa cerca de R$ 45,00 e pode ser encontrado em lojas como Amazon.
Me conta aqui embaixo: você já leu Open Bar? O que achou do desfecho? Você se emocionou? Deixa sua opinião nos comentários e compartilhe com o seu melhor amigo!
