Kuroko no Basuke – Review

Capa da review de Kuroko no Basket

Kuroko no Basuke é uma série de mangá que foi publicada na Weekly Shōnen Jump. Foi escrita e ilustrada por Tadatoshi Fujimaki e ganhou sua adaptação para anime em abril de 2012 pela Production I.G.

Para quem não costuma assistir a animes de esportes, Kuroko no Basuke pode ser uma boa porta de entrada.

Aqui no Brasil o único anime de esportes conhecido pelos saudosistas é Super Campeões (Captain Tsubasa).

De lá pra cá, o gênero se expandiu muito, e a fama de animes como Haikyuu e Bluelock também se deve ao sucesso de Kuroko no Basket.

Exemplo da animação de Kuroko no Basket

Eu vou ser a sombra da sua luz

A trama nos conta a história de um time de basquete do ginásio Teiko.

Eles eram tão bons que eram chamados de Geração dos Milagres.

Depois de terminar o ginásio, esses cinco prodígios se separaram e cada um foi para uma escola diferente, onde seus times de basquete eram bem conhecidos. Porém, o que ninguém sabia é que havia um 6º membro no time da Geração dos Milagres. Eles o chamavam de membro fantasma.

Geração dos milagres em Kuroko no Basket

Kuroko Tetsuya, o 6º “membro fantasma”, entra para o colégio Seirin, um colégio com um time de basquete ainda desconhecido pela maioria. Lá, ele conhece Kagami Taiga, um aluno transferido dos Estados Unidos que possui um talento natural para o basquete. Ambos decidem transformar o colégio Seirin no melhor do Japão e derrotar a Geração dos Milagres um a um.

O plot é, no mínimo, interessante, bem trabalhado e faz o espectador prosseguir na história sem perceber. Os membros da Geração dos Milagres são apresentados aos poucos, tanto que o último deles só aparece no final da segunda temporada. São três temporadas, com cerca de 25 episódios cada.

O ritmo do anime é um dos seus grandes pontos positivos. Os jogos de basquete são muito animados e fazem o espectador partir para o próximo episódio com o sentimento: “Meu Deus, é preciso ver isso!”.

De onde você veio!?

O Kuroko, como protagonista, não desagrada. Ele é um clássico pokerface de anime, porém, em diversas vezes, tem os seus momentos.

Kuroko fazendo um passe

Ele é utilizado bastante como alívio cômico. O interessante é que o plot gira em torno do Kuroko, mas ele está longe de ser o melhor jogador da parada. Isso surpreende bastante, um protagonista que, na verdade, age como suporte para o time.

Kagami, por sua vez, é o esquentadinho que adora desafios. Ele é bem imaturo no começo, mas seu crescimento como personagem é visível durante a trama.

Kagame Taiga Dribando

Existe também um drama pessoal de cada personagem. Além de Kuroko e Kagami, são apresentados os outros membros tanto do time do Seirin quanto dos outros times. É um clichê de animes de esportes: o cara que não gostava de perder, o cara que está machucado e quer jogar mesmo assim, etc. Não é algo ruim: pode ser clichê, mas cativa.

Ainda dentro do clichê, temos personagens bem estereotipados de animes.

O cara alto, magro e de óculos que paga de intelectual, o cara com dupla personalidade, o cara bonito que joga bem, o cara que não liga para nada, o cara que acha que ninguém pode vencê-lo, o esquentadinho etc.

Apesar disso, Kuroko no Basuke convence. Os personagens são ótimos e bem desenvolvidos. Uma coisa recorrente desse tipo de anime é o cara que você enfrenta hoje se tornar seu parça amanhã. Existe isso de fato, mas não fica forçado em nada.

Vish, ele entrou na Zona

A animação de Kuroko é um ponto bem positivo. A movimentação dos personagens é fluida e bem realista. Um ponto a ser ressaltado é, na primeira temporada, não temos “efeitos especiais”. Quando se fala nisso, a referência são bolas furando redes como em Captain Tsubasa.

Na segunda temporada em diante, eles passaram a colocar uns raios e uns efeitos de brilho nos passes e nas jogadas dos personagens. Mas isso só aumentou a riqueza da animação, já que esses efeitos mostram bem a trajetória da bola e coisas do tipo.

Kagame Taiga, protagonista de Kuroko no Basket

Ele tem as suas técnicas “apelonas”, porém a explicação para elas é plausível.

Então, basicamente, esses efeitos nos golpes são só uma forma de deixar o negócio mais legal. Eles não atrapalham em nada, porque não tem nada exagerado.

Sua trilha sonora é ok, nada a ressaltar além do fato de a abertura 1 ser muito boa.

Eu estava aqui faz tempo…

Sinceramente, Kuroko no Basuke surpreende. A expectativa de abandonar o anime na metade acaba sendo substituída por tramas e arcos tão interessantes que é fácil acabar fazendo maratonas imensas. (Coisas de 10 ou mais episódios por dia.)

Ele tem elementos que aparecem bastante em outros animes, porém sabe trabalhar bem esses elementos e nada parece forçado.
Seu final é um pouco morno mas depois de terminá-lo, você precisa assistir ao filme: Last Game. Ele funciona como um epílogo para a história e muda o status de alguns personagens, dando realmente um final digno.

Capa do filme Kuroko no Basket: Last game

É uma ótima recomendação para quem curte animes de esportes ou para quem já gosta de basquete em geral.

Kuroko no Basuke pode ser encontrado na Netflix e na Crunchyroll.

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