Jogador Nº 1 – Crítica

Capa da Crítica de Jogador Nº1

Jogador Nº 1 (Ready Player One) foi um filme muito aguardado pelos gamers e amantes de cultura pop desde seu anúncio, já que nos trailers já dava para ver que diversos personagens icônicos tanto do mundo dos games quanto do cinema estariam presentes. Além de todas as expectativas de referências, tínhamos Steven Spielberg dirigindo o filme, então sim, o hype dos fãs estava lá em cima. 

O longa foi baseado no livro de mesmo nome, escrito por Ernest Cline, publicado aqui no Brasil pela Casa da Palavra.

Futuro não tão promissor

A história se passa em 2045, com a humanidade atolada em pobreza, desemprego e fome. Usando o OASIS, Wade Watts (Ty Sheridan), também conhecido por Parzival, assim como outras pessoas, foge da realidade para um mundo virtual onde tudo é possível.

Oasis em Jogador Nº1

As cenas do mundo real são bem cinzentas e passam um tom melancólico, enquanto o OASIS é colorido e cheio de vida. Assistindo, dá para entender por que as pessoas preferem passar mais tempo no mundo virtual. Quando James Halliday (Mark Rylance), criador da plataforma, morre, ele deixa sua fortuna e o controle do OASIS para quem encontrar o Easter Egg do maior game do planeta.

Começa então a era dos piratas, brincadeira, a era dos Egg-hunts, os Caçadores do Easter Egg, jogadores que sonham em achar o segredo mais valioso do mundo. Wade é um deles.

A trama acompanha a jornada de Wade em busca das 3 pistas do Easter Egg de Halliday. Tudo isso em meio a cenas de ação que estavam entre as mais legais que eu tinha visto naquele ano. Elas são ótimas, empolgantes, e em vários momentos me peguei soltando expressões enquanto assistia, coisa rara em filmes de hoje em dia.

O protagonista do filme: Jogador Nº1

O OASIS lembra o Nervgear do anime Sword Art Online, mas com possibilidades tão amplas quanto as do OZ da animação e mangá Summer Wars.

Os personagens são bem carismáticos. Além do Wade, tem o grupo de jogadores que se aliam a ele. Eles se autodenominam “High Five”: Art3mis (Olivia Cooke), o interesse amoroso do protagonista; Aech (Lena Waithe), melhor amigo; Daito (Win Morisaki) e Sho (Philip Zhao).

No início eles não têm tanto destaque (tirando Art3mis e Aech), mas depois de certo ponto se tornam essenciais para o desfecho da trama.

Acho que eu vi a Tracer…

Não dava para contar nos dedos a quantidade de referências à cultura pop e personagens espalhadas pelo filme. Foi como ir à Comic Con pela primeira vez — fiquei meio tonto tentando identificar todas. Um ótimo ponto positivo para os fãs.

Capitão América dizendo: Eu entendi a referência:
Uma hora você vai falar isso

O enredo é amarrado, convincente e bem explicado. A forma como o OASIS funciona, em alguns momentos, é autoexplicativa. Tem um pouco de tudo: romance, cenas de ação, comédia, e aquele “OLHA É O BLANKA NA BALADA!”. Além dos Easter Eggs escondidos no filme, que são sensacionais, a animação em CG é linda. As expressões faciais dos personagens são muito boas. Apesar de às vezes abusarem das sombras, no geral é uma animação que enche os olhos.

Imagem do protagonista de Jogador Nº1 e o Gigante de Ferro

É interessante analisar a estrutura de itens relacionados à cultura pop também

O desfecho é simples e genial, agrada e traz uma reflexão sobre a nossa era dos smartphones: o mundo virtual é mais importante que o nosso?

Jogador Nº 1 é um ótimo filme para quem é fã de games, anos 80, animes e afins. Ele desperta expectativa sobre como nossa tecnologia vai evoluir e o quão longe poderíamos chegar em um mundo com o OASIS.

Confira o Trailer:

Jogador Nº 1 foi lançado em 29/03/2018. Comenta aqui, qual é o seu filme favorito dos anos 80? Filme ou livro, qual o melhor?

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