
Não é de hoje que o multiverso faz parte das histórias do Amigão da Vizinhança. Em Homem-Aranha: No Aranhaverso, esse é justamente o foco principal.
Inicialmente, acompanhamos a rotina de Miles Morales. Um adolescente comum, com sua própria vida, amigos e dramas do dia a dia. Tudo muda depois que ele é picado por uma aranha radioativa.
Como se isso já não fosse suficiente, um acidente durante um experimento do Rei do Crime faz com que diversas versões do Homem-Aranha sejam atraídas para o universo de Miles.
Agora, o grande objetivo do garoto é aprender a controlar seus poderes enquanto ajuda os outros Cabeças de Teia a voltarem para seus respectivos universos.

Conseguiram!
A Sony acertou em muitos aspectos desse longa, mas o maior deles foi a escolha de Miles Morales como protagonista.
Uma das principais características das histórias do Homem-Aranha sempre foi a proximidade com o público. O personagem vive problemas reais do cotidiano e mistura tudo isso com as responsabilidades de ser um super-herói.
Miles entrega a essencia do Homem-Aranha com perfeição.
Ele é um garoto completamente comum, que acaba sendo obrigado a fazer coisas que nem sempre gostaria, simplesmente porque acredita que aquilo é o certo a se fazer.
Isso aproxima muito o público do personagem. É praticamente impossível não se identificar com ele em algum momento.

Além disso, o longa apresenta uma versão de Peter Parker bem diferente daquela que estamos acostumados a ver. Aqui ele está mais velho, desanimado e até um pouco deprimido.
Aos poucos, porém, ele relembra quem realmente é o Homem-Aranha e por que nunca deixou de vestir a máscara.
Nem sempre as pessoas estão bem… e isso vale até mesmo para os super-heróis.
Apesar desse lado mais emocional, o filme é extremamente engraçado. Afinal, são seis Homens-Aranha dividindo a tela. Piadas e situações absurdas não faltam.
A Sony conseguiu humanizar ainda mais um dos personagens mais humanos dos quadrinhos.
E Miles, com sua personalidade única, prova que consegue honrar o legado deixado por Peter Parker.
Universo
Aqui temos uma origem diferente daquela apresentada nos quadrinhos de Brian Michael Bendis.
Ou seja, o universo mostrado na animação não é exatamente o Universo Ultimate.
Existem várias semelhanças, é claro, mas essa versão mistura elementos do Universo Ultimate, da Terra-616 e até do universo cinematográfico do personagem.
Outro grande acerto do filme está justamente na quantidade de referências. Quem acompanha o Homem-Aranha há anos certamente vai perceber diversas homenagens espalhadas pelos cenários, personagens e até em pequenos detalhes da história.

Pergunta na Comic-Con
Diferentemente do arco dos quadrinhos que leva o mesmo nome, aqui não conhecemos dezenas de versões do Homem-Aranha.
O filme apresenta apenas seis delas:
- Miles Morales
- Peter Parker
- Spider-Gwen
- Homem-Aranha Noir
- Porco-Aranha
- Peni Parker
Cada um possui seu próprio universo, personalidade e história, o que faz com que todos sejam bastante diferentes entre si.
O único ponto negativo fica por conta do desenvolvimento de alguns personagens.
Pelo menos três deles acabam servindo mais como alívio cômico do que como peças realmente importantes para a história.

Outro destaque é o visual da animação. Cada personagem possui um estilo artístico próprio, que combina perfeitamente com sua personalidade e com o universo de onde veio.
A coloração utilizada em algumas cenas chega até a ser psicodélica, mas funciona muito bem e ajuda a criar uma identidade visual única.
Pensa numa coisa que te faz relaxar!
A trilha sonora do filme é simplesmente excepcional.
Grande parte das músicas acompanha momentos importantes da jornada de Miles, deixando cada cena ainda mais marcante.
Não chega a ser algo parecido com Guardiões da Galáxia, mas cria uma identidade própria que combina perfeitamente com o protagonista.
A dublagem original está excelente, mas o filme também vale muito a pena em português.
Afinal, temos Manolo Rey dublando Peter Parker.
Sim… o mesmo dublador do Homem-Aranha de Tobey Maguire. Pode esperar algumas referências que vão arrancar um sorriso dos fãs mais antigos.

É um Salto de Fé
Homem-Aranha: No Aranhaverso é uma animação cheia de acertos.
Ela consegue conversar tanto com quem está conhecendo o personagem agora quanto com quem acompanha suas aventuras há décadas.
O filme entrega uma excelente história, um protagonista extremamente carismático e humano e ainda faz referências aos altos e baixos do Cabeça de Teia nos quadrinhos, nas animações e no cinema.
No fim das contas, o longa é uma verdadeira carta de amor ao Homem-Aranha. Uma homenagem da Sony, da Marvel e de Stan Lee para todos os fãs do personagem.

Sem dúvida, trata-se de uma das melhores animações já feitas sobre o Amigão da Vizinhança. E, para muita gente, continua sendo o melhor filme do Homem-Aranha até hoje.
Confira o trailer:
E você? O que achou de Homem-Aranha: No Aranhaverso?
Qual versão do Homem-Aranha mais gostou de ver no filme? Existe alguma que ficou de fora e merecia aparecer? Conte tudo nos comentários!
