Streets of Rage 4: O Retorno que os Fãs Esperavam!

Existe um clássico da SEGA que abriu as portas para que uma nova leva de jogos clássicos ganhasse uma sequência. Ele inovou pelo seu novo visual, arte e jogabilidade. Estamos falando de Streets of Rage 4.

Sim, o clássico beat ‘em up do Mega Drive ganhou uma sequência. E, senhores, que sequência!

Voadoras desde 1991

Antes de mais nada, vamos apresentar o contexto para quem não conhece a franquia!

Criado por Noriyoshi Ohba, Streets of Rage, ou Bare Knuckle no Japão, é uma série no estilo beat ‘em up em side-scrolling, centrada nos esforços de vários heróis que tentam livrar uma cidade do domínio de um sindicato do crime.

Print da quarta fase do jogo: Streets of Rage de Mega Drive ou Sega Genesis

A trilogia original foi desenvolvida e publicada pela Sega para o Mega Drive nos anos 90. De lá para cá, a franquia foi portada e relançada em várias plataformas.

Em meio a diversos games do gênero, o grande diferencial dessa franquia sempre foi a sua trilha sonora.

Desenvolvida originalmente por Yuzo Koshiro, a trilha sonora de Streets of Rage é lembrada até hoje.

Suas batidas eletrônicas combinam demais com o universo dos games e, para a época, era algo surreal. Segue um exemplo:

Depois de 26 anos sem um novo capítulo, Streets of Rage finalmente voltou pelas mãos da DotEmu, Lizardcube e Guard Crush Games.

O 4º Game

Depois de 26 anos sem nenhum lançamento, Streets of Rage voltou, mas a pergunta é: o game faz jus ao legado da séŕie? Vamos lá.

A história acontece cerca de dez anos depois dos acontecimentos de Streets of Rage 3.

Axel e Blaze estão aposentados, mas uma nova organização criminosa surge para tomar conta de Wood Oak City.

O problema é que os responsáveis por essa nova ameaça são ninguém menos que os filhos do antigo vilão da série, Mr. X: O Gêmeos Y. Isso força os antigos vigilantes a voltarem para as ruas.

Os gêmeos Y, vilões do jogo Streets of Rage 4.

E essa é uma das coisas mais legais de Streets of Rage 4: ele não tenta simplesmente apagar o passado. Muito pelo contrário.

O jogo entende que existe uma história por trás desses personagens e utiliza isso para construir uma sequência que funciona tanto para quem jogou os clássicos quanto para quem está conhecendo a franquia agora.

Ele está de Volta!

O trio original pode ser escolhido nessa sequência!

Sim, Adam Hunter está de volta às lutas, assim como os já conhecidos e queridos Axel Stone e Blaze Fielding.

Quanto aos novatos, temos Cherry Hunter, filha de Adam, e Floyd Iraia, um lutador que possui braços cibernéticos desenvolvidos pelo Dr. Zan, personagem de Streets of Rage 3.

E aqui existe uma diferença importante em relação ao que se esperava antes do lançamento.

Os novos personagens não estão ali apenas para fazer número.

Cherry e Floyd possuem estilos de combate próprios e ajudam a deixar a jogabilidade muito mais variada.

Como sempre, cada personagem possui suas próprias características, golpes e maneiras de jogar. Isso faz com que escolher outro personagem não seja simplesmente trocar a aparência do protagonista.

Moderno Vs. Clássico

Uma das maiores dúvidas antes do lançamento era justamente o visual.

Afinal, como atualizar uma franquia que ficou marcada pelos gráficos pixelados do Mega Drive?

A resposta foi um visual desenhado à mão. E funcionou.

O estilo mais cartunesco combina muito bem com a proposta do jogo. Os personagens são extremamente expressivos, as animações são fluidas e os cenários conseguem transmitir aquela sensação de cidade decadente que sempre fez parte de Streets of Rage.

O mais interessante é que o jogo consegue ser moderno sem abandonar suas raízes.

E isso fica ainda mais evidente com os personagens clássicos.

É possível desbloquear versões dos personagens utilizando os sprites e o moveset dos jogos antigos, criando uma mistura muito interessante entre o passado e o presente.

É praticamente jogar Streets of Rage 1, 2 e 3 dentro de Streets of Rage 4.

Fogo nos punhos

Mas vamos ao que realmente importa em um beat ‘em up: a pancadaria.

Streets of Rage 4 mantém a essência dos jogos originais, mas adiciona novas mecânicas para deixar o combate mais profundo.

Os inimigos podem rebater nas paredes, permitindo criar combos maiores e manter os adversários no ar por mais tempo.

Também existem ataques especiais, golpes defensivos, agarrões e diferentes combinações de movimentos para cada personagem.

Floyd usando um golpe especial em Streets of Rage 4

O resultado é uma jogabilidade extremamente fluida. Talvez esse seja o maior acerto do jogo.

Streets of Rage 4 não tenta reinventar o gênero. Ele pega uma fórmula que já funcionava e simplesmente faz tudo muito bem. É fácil começar a jogar, é difícil dominar. E essa diferença é justamente o que faz o jogo funcionar tão bem.

As baladinhas!

E obviamente não poderia faltar a trilha sonora.

Depois do anúncio da sequência, muitos fãs pediram a volta dos compositores originais e sim, eles apareceram.

Além de Yuzo Koshiro e Motohiro Kawashima, a trilha sonora conta com nomes como Yoko Shimomura, Harumi Fujita, Keiji Yamagishi e Hideki Naganuma e outros compositores.

O jogo consegue misturar músicas novas com os sons clássicos da franquia, criando uma identidade própria sem esquecer de onde veio. É difícil jogar Streets of Rage 4 e não querer aumentar o volume, segue o exemplo:

Multiplayer!

Se tem uma coisa que combina com Streets of Rage é jogar com outras pessoas. E aqui o jogo não decepciona.

Streets of Rage 4 permite jogar a campanha sozinho ou em multiplayer, incluindo partidas locais com até quatro jogadores. Também existe o coop online. Jogar com quatro pessoas transforma completamente a experiência.

A tela vira uma verdadeira zona de guerra. Inimigos voando para todos os lados, golpes especiais sendo utilizados ao mesmo tempo e aquela clássica situação em que ninguém sabe mais quem está batendo em quem.

Multiplayer de Streets of Rage 4

DLC

O game possui uma DLC paga chamada Mr. X Nightmare que adicionou três personagens jogáveis: Estel Aguirre, Max Thunder e Shiva.

O DLC foi lançado em 15 de julho de 2021 e também trouxe o modo Sobrevivência, novos golpes, armas e músicas de Tee Lopes.

Valeu a pena esperar?

Depois de 26 anos, Streets of Rage 4 tinha uma missão complicada.

Precisava agradar os fãs antigos sem parecer um jogo ultrapassado. Ao mesmo tempo, precisava apresentar a franquia para uma nova geração e sinceramente consegue.

O jogo equilibra a nostalgia e a modernização. Seu combate é fluido, o visual desenhado à mão e a trilha sonora são incríveis!

Claro que não é perfeito.

A campanha pode ser relativamente curta e alguns chefes podem apresentar uma dificuldade um pouco irregular.

Depois de terminar a história, parte do conteúdo adicional também pode parecer limitada para quem procura uma experiência extremamente longa. Mas isso não tira o mérito do conjunto.

Depois de tantos anos, Axel, Blaze e Adam finalmente voltaram às ruas. E, felizmente, o retorno valeu a pena.

Se você é fã de beat ‘em ups, gosta dos clássicos do Mega Drive ou simplesmente está procurando um jogo divertido para jogar com os amigos, Streets of Rage 4 merece uma chance.

E aí, você já jogou Streets of Rage 4? Qual personagem é o seu favorito? Acha que o jogo conseguiu honrar os clássicos? Conta aqui embaixo nos comentários!

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