
Dentro do universo da Marvel e DC, existem histórias que são consideradas obrigatórias para o desenvolvimento de algum personagem.
Hoje vamos falar de uma dessas histórias. História essa que moldou parte da personalidade do amigão da vizinhança. Senhoras e senhores, Homem Aranha: Azul.
Aviso: *Este review NÃO contém spoilers*
Aúdio Cartas para quem já se foi
Antes de apresentar o conceito desse quadrinho vamos mostra sua sinopse:
Peter Parker está em seu sótão, fazendo uma gravação para alguém que jamais poderá ouvi-la. Tentando lidar com o sentimento de vazio que sente, ele conta como tudo começou.
Em Homem Aranha: Azul acompanhamos Peter revisitando os seus primeiros anos de sua carreira como Homem-Aranha e o início de seu relacionamento com Gwen Stacy.
No presente da narrativa, Peter grava suas lembranças em um gravador, como se estivesse conversando com alguém que não pode mais ouvi-lo.

Mais que um quadrinho de super-herói
Apesar de ter os trejeitos de um clássico quadrinho de herói, tanto no seu estilo de desenho quanto nos diálogos, algo difere este dos demais.
Trata-se de algo mais íntimo, falando sobre perda, amor, dificuldades que enfrentamos na vida etc.
Tudo isso é graças aos monólogos. Quando Peter está gravando o áudio, o sentimento que é passado faz o leitor refletir sobre suas próprias questões pessoais, já que o Homem-Aranha é um exemplo de “gente como a gente”.

Tudo o que é falado pode se encaixar perfeitamente em nossa vida, transmitindo um clima de tristeza e desolação.
É justamente essa abordagem que faz de Homem-Aranha: Azul uma obra incrível: o foco não está apenas no herói, mas no homem por trás da máscara.
Faltou algo
Apesar dos comentários do personagem terem peso, faltou mostrar mais acontecimentos visualmente para que tudo se encaixasse perfeitamente.
Digamos que foi só a ponta do iceberg. Talvez ficasse muito enrolado caso mostrasse mais? Talvez, mas poderia também melhorar em muitos níveis.

Desenho pode ser feio para alguns
Os desenhos são bem estranhos na maior parte do tempo.
Não passam uma sensação de realismo nem de fantasia. Os rostos, corpos e até um pouco do ambiente têm um aspecto bem diferente.

– Opinião pessoal: acho meio feinho.
Não é algo que incomoda. Mas há partes em que o traço não fica feio. No caso deste quadrinho o foco é de fato a história.
Azul como seu nome
Tanto para quem quer conhecer o personagem, quanto para quem já o conhece, este é um título obrigatório.
Ela consegue tocar o leitor muito facilmente, não só pelo drama do Peter, mas também pelos dilemas que podem ser refletidos em nossa vida pessoal.

Infelizmente esse é um título muito difícil de encontrar em sites como Amazon ou até mesmo na Panini. Porém é possível encontrar edições usadas ou em lojas como a Comix.
Espero que tenham gostado do review. Não esqueçam de compartilhar com os amigos e dar a opinião de vocês aqui embaixo.
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Obrigado por ler e até a próxima!
