Persona 3: Midsummer Knight’s Dream – Review

Midsummer Knights Dream - Capa com o poster do filme

Por essa talvez vocês não esperavam! Sim, outro filme de Persona 3 volta a dar as caras por aqui, dessa vez é o Midsummer Knights Dream. Para quem não sabe, eu fiz um review do primeiro filme lá em abril, e como prometido, aqui está a continuação.

Caso você não tenha lido, clique aqui para ser redirecionado. Afinal, a série de filmes de Persona é sequencial, então é importante que você, ao menos, tenha uma noção do que se trata.

Quem já leu, só venha me acompanhar nesta minha tentativa de descobrir porque as pessoas gostam deste filme…

(Caso queira ver o trailer do filme, clique aqui)

 

Tudo é muito esquisito

Esse filme é estranho.

Neste filme temos apresentação de novos personagens, conflitos e um grupo intitulado “Strega” que quer atrapalhar os planos da SEES. Por que eles estão contra nossos heróis?

Bom, basicamente no começo do filme (não é exatamente spoiler, pois em alguns lugares você encontrará este fato na sinopse) descobrimos uma maneira de acabar com a Dark Hour e o Tartarus.

Midsummer Knights Dream - Imagem do grupo Strega
Aparentemente existe apenas esses três integrantes.

Só que, este grupo Strega, utiliza a Dark Hour para benefício próprio. Eles até agem como uma espécie de mercenários, atraindo alvos para a Dark Hour e executando-os. Não fica claro o que eles recebem por isso, mas deve ser algum valor monetário.

A primeira estranheza que o filme me passa já começa por aí. Por essa pequena introdução, este grupo parece ser o problema central do filme, que precisa ser resolvido e, tudo vai girar em torno disso, correto??

ERRADO! Eles têm relação com o que o filme aborda, porém, ninguém tenta detê-los. Chega até ser estúpido!

Depois do primeiro embate entre eles, os personagens principais simplesmente IGNORAM a existência desse pessoal. Não tentando nem fazer uma investigação para combater a clara ameaça que o Strega representa.

Tudo que importa é a dúvida que eles plantam sobre o que vai resultar na destruição da Dark Hour. Pior ainda é o fato disso não ser bem abordado, pois já que temos personagens novos, o filme apresenta eles e perde um tempinho mostrando o relacionamento de todo mundo.

 

Quebrando a experiência

Talvez a pior coisa que este filme faz é conseguir quebrar minha experiência diversas vezes. Sabe quando você está ouvindo uma música e se sente tão envolvido que esquece do mundo a sua volta, só que daí vem alguém te incomodar? É exatamente isso.

Certos acontecimentos me incomodaram demais, do tipo que eu ficava olhando pra tela e falando: “Sério isso, mesmo??”

A própria questão da Dark Hour é uma ideia muito bizarra, pois aparentemente os personagens não querem que ela acabe, porque assim eles voltariam para suas vidas normais. Parece que eles não lembram do quão perigoso é este fenômeno, pessoas morreram por causa dele, no próprio começo do filme mostra um dos tipos de perigo que ela causa.

Midsummer Knights Dream - Imagem do personagem principal segurando a pistola e pensando sobre como seria sua vida sem a Dark Hour

Digamos que é tipo um policial que gosta da vida perigosa que leva, ele sentia-se “especial”, por conta disso, ele não quer que o crime acabe.

É um exemplo meio extremo, mas pode se encaixar neste contexto.

Pior que essa ideia não é ruim, só precisava ser melhor trabalhada. Mostrar mais os personagens em ação sentindo-se bem fazendo isso e, como a vida cotidiana deles é chata, dando assim um contraste interessante. Seria uma discussão mais plausível.

Não posso deixar de citar o final clichezão e que tenta nos emocionar, mas falha miseravelmente por ainda não conseguir ter personagens carismáticos.

 

Isso daqui poderia ser interessante

Lembram que no review passado eu havia “elogiado” que a Yukari Takeba era a única personagem que tinha algum traço de vontade própria? Nesse filme ela poderia ter um papel importante que deixaria as coisas mais interessantes.

Na história ela tem um bom motivo (não vou dizer qual é) de querer acabar com a Dark Hour, ou seja, daria para ter um embate entre o pessoal que deixaria tudo mais legal, porém, não é isso que acontece, ela fica muito apagada depois do começo.

O resto também não tem nenhum destaque, e os novos…

Aegis é uma robô criada para destruir os Shadows e sente que deve ficar do lado do Yuuki (protagonista) por razões que desconhecemos. Basicamente é isso, as cenas de luta com ela são até que bacanas, só.

Midsummer Knights Dream - Imagem que mostra o grupo principal completo

Ken Amada é uma criança consegue utilizar Persona e se torna um membro da SEES. A história foca bastante nele, só que sinceramente, ele é só um garoto whatever, sem carisma nenhum e, por isso, o final perde mais peso ainda.

Aquela cena que ele usa o Persona pela primeira vez é outro que tira você da experiência. Uma cena tão tosca que dá vontade de rir.

Agora temos a surpresa da vez! Yuuki, o protagonista badass, o cara com cara de bunda, ele é o único que realmente tem um arco na trajetória de Persona 3.

Ao contrário da Yukari, ele tem motivos para querer manter a Dark Hour, sem isso, ele não seria mais especial.

Essa ideia é mostrada desde o começo do filme, vai evoluindo até uma determinada parte que acontece algo, devido a essa visão dele. O filme faz questão de mostrar o quão isso parece ter afetado ele.

Causa e consequência, este é o único ponto positivo fora música e animação. Não é tão bem trabalhado como gostaria, contudo, vamos dar um crédito, ao menos tentaram.

Apesar disso, Yuuki ainda é zero carisma e continua com cara de nada.

 

O que parece sempre funcionar

Obviamente que a música continua sensacional, mesmo que tenham diminuído a quantidade, lembro que no primeiro filme tinha um pouco mais de destaque. Enfim, escutem porque isso realmente vale a pena e ninguém vai se arrepender!

Um destaque que sempre chama atenção, fora animação boa e fluida, são as cores. Tudo encaixa perfeitamente: contraste, tons, variedade, são de encher os olhos. Não há dúvidas que Persona possui um visual único e músicas marcantes.

Midsummer Knights Dream - Imagem mostrando o contraste legal das cores
Cores sensacionais!!!

 

Podemos concluir que…

Eu realmente acho que Persona 3 não funciona como mídia cinematográfica. Isso daqui deveria ter virado uma série regular (igual Persona 4 e 5).

Não é ruim igual o primeiro, mas também não ganha pontos positivos tanto quanto eu gostaria. Eu recomendaria para alguém só para poder discutir sobre.

Quem sabe a visão de outra pessoa não melhore o filme para alguém? Portanto, caso você tenha assistido ao filme, compartilhe o post com seus amigos e deixe sua opinião aqui nos comentários!!!

Vamos discutir de forma saudável, tentar chegar a uma conclusão, se realmente vale a pena assistir Persona, ou estou exagerando.

(Não garanto que terá review do terceiro filme… veremos.)

Obrigado por ler e até a próxima.

 

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